Mulher, teu nome é mãe

Estou aqui, em minha casa, hoje, a contemplar a minha casa de ontem. Nesta casa tem uma criança, fazendo pose para fotografias. Séria, não como sinônimo de tristeza, mas como pré-anúncio de charme.

Penso nessa criança com seu vestido rósea, de botões nas alças e um belo cavalinho branco de estampa…ah! não dá para deixar passar, o vestido é curto, e mostra as meais vermelhas semi-encobertas com botas brancas sensacionais!

 Olho pra essa criança de mais de quarenta anos atrás e vejo a ti, mãe. Te vejo na ternura dos meus olhos, na suavidade do meu despertar, na alegria do meu sorriso, no toque de minhas mãos firmes e na segurança do meu andar. Te vejo nas minhas palavras doces, no meu coração grande e na minha forma de amar. Te vejo ontem e te vejo hoje.

Te vejo e me descubro essência do teu ser, nobre, amável e fiel. Defeitos? Ah, tu tens! Também sou essência deles. Mas não quero chamá-los de defeitos e sim de pequenos ‘tilts’, bastam alguns ajustes e fica tudo bem.  Ao longo dos anos e das experiências os ‘tilts’ me ajudaram a construir e desconstruir castelos.  Acredite, eles foram e continuam sendo tão importantes para mim quanto às suas qualidades.

Não quero contabilizar as noites acordadas ao pé das camas quando adoecíamos, não quero falar sobre a dedicada atenção às tarefas escolares e similares, nem do colo quente e aconchegante sempre pronto para o próximo abraço. Muito menos quero fechar as contas dos ‘tilts’, dos diversos NÃO que levamos nas tentativas de fugas do ninho, dos puxões de orelhas e, apesar disso, do enorme respeito que tivestes às nossas escolhas.

Quero falar, sim, da essência que move você, desde sempre. Que te fez pensar, falar e agir para o bem, para o nosso bem. Mulher, tua essência é amor e teu nome é MÃE!

Pra minha mãe, em agradecimento pela vida dela, em agradecimento pelo pai maravilhoso que ela escolheu para nossa família, e por fim, em agradecimento por minha vida e a dos meus irmãos, ontem, hoje e sempre!

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